Finanças pessoais: da estabilização à independência financeira (I) 2

Finanças pessoais: da estabilização à independência financeira (I)

Você saberia medir o seu nível de estabilidade ou de independência financeira?

Se a sua resposta é “acho que sim” ou “não sei”, este artigo vai trazer alguns parâmetros para você chegar a uma resposta mais exata à pergunta.

As dicas aqui descritas vêm do livro “Como organizar sua vida financeira”, de Gustavo Cerbasi.

Cerbasi é hoje uma das mais conhecidas autoridades em finanças pessoais e educação financeira do país.

Sobre receitas e despesas

Para responder à pergunta sobre a relação entre renda e padrão de vida, é preciso primeiro ter uma boa noção de:

  • Qual é o gasto mensal médio, seu ou de sua família;
  • Qual é a renda mensal média, caso não seja um valor fixo.

Uma vez conhecidas essas duas medidas, podemos estabelecer alguns parâmetros que o ajudarão a entender qual é a sua real condição financeira.

O patrimônio mínimo para sobrevivência (PMS)

Podemos entender o PMS como aquela reserva de emergência que você deve ter para enfrentar situações inesperadas como desemprego, doença grave na família ou um plano mal sucedido nos negócios.

Um bom valor de referência para o PMS é que ele seja seis vezes o valor do gasto mensal média.

Caso você não tenha essa reserva, deve priorizar a sua construção. Desfaça-se de alguns bens, busque aumento de renda ou reduza seus gastos, por exemplo.

O patrimônio Mínimo Recomendado (PMR)

O PMR é um nível de reserva financeira que lhe dá segurança para investir em seus sonhos e aspirações. Viajar, estudar, investir em um novo negócio, enfim, dedicar-se a algo que você queira muito realizar, sem ter que se preocupar com o básico para o seu sustento.

Se você tem uma fonte de renda estável, estime o PMR em doze vezes o seu gasto mensal médio. Caso você viva de uma fonte de renda variável, estabeleça o PMR em vinte vezes o valor do seu gasto médio mensal.

Se você já conquistou o PMS, não precisa colocar urgência na construção do PMR. Entenda-o como um objetivo a ser alcançado a médio prazo. Mas nunca o perca de vista.

Conclusão

Além dos dois níveis de estabilidade financeira apresentados aqui, existem outros dois, que completam a transição da estabilização para a total independência financeira. Falaremos sobre eles na segunda e última parte deste artigo.